Era um som estranho que saía daquela caixa. Uma batida futurista, porém muito contagiante. Parecia que só existia inicio, e nunca um fim, mas o som aos poucos foi evoluindo, e como se estivesse a mil quilômetros por hora. Eu pensei que fosse explodir. Mas ao invés disso, ela se silenciou e após segundos outra batida viciante dominava o ambiente.
Uma voz rouca tentava se comunicar, mas era difícil entender por conta das tremedeiras. E ela parecia sempre insistir na mesma palavra: “BeatBox”.
Sabe quando você está fazendo algo errado e se sente pressionado, não, atraído a continuar fazendo aquilo, pois está te proporcionando um enorme prazer?
E depois, então, você tem que reparar tudo o que foi gerado por aquele momento insano, que você simplesmente não conseguiu abrir mão causando danos e perdas, talvez não uma perda significativa, mas mesmo assim, uma perda.
Às vezes, com algumas perdas conseguimos entender... Que não há o que entender só o que sentir. Então, vamos sentindo... Dores, amores e blábláblá.
“And I, and I need your soul… Cause you’re always soulful.”
Eu sou alguém que tem o dever de ser alguém. Alguém que tem um motivo maior pra estar aqui. Alguém que talvez tenha um tempo muito curto para realizar uma tarefa muito grande. Eu tenho uma mensagem que precisa ser dita. Um segredo que precisa ser decodificado. Eu tenho fé.
E só estou esperando a hora certa de brilhar.