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quinta-feira, 23 de abril de 2009

27. Equador (Equator)

Não existe pecado do lado de baixo do equador...
Só existe miséria, fome e esquecimento por parte do criador.
Enquanto acima da Linha do Equador a criatura engana, abandona e abusa de sua condição humana.
Jogados no lixo, no eterno vazio. Como seremos capazes de sobreviver?
Ninguém sobrevive através de risos, - muitas vezes falsos - e felicidade. - na maioria das vezes temporária.
Mas quem se importa? O Trópico de Capricórnio? O Trópico de Câncer?
Fico pensando e pensando... Mas pareço chegar a uma única conclusão.
Apesar de tantas linhas imaginárias, a Linha do Equador parece determinar algo mais significativo.
Mas, qual o valor da nossa significância diante do universo?

“I think we have an emergency!”

sábado, 18 de abril de 2009

26. Conversa Com Meu Irmão (Talking)

Por que você está agindo assim?
Falando estranho com os outros... Está mais fechado.
O que há de errado?
Estamos passando momentos difíceis, eu sei...
Mas não precisamos nos desesperar...
Precisamos ter fé.
Sabe o que eu faço quando tenho algo me incomodando muito e não há ninguém pra me ouvir? Eu escrevo.
As minhas músicas* estão ali, guardadas no meu armário. E a pessoa que quiser me conhecer realmente lerá todas as letras.
Escreve também. De repente você consegue criar algo bem legal. E depois vou querer ler.
Tô indo. Beijos. O irmão te ama e está aqui pro que precisar.

*Sim. Eu escrevo musicas. E musico letras.

"I'm so scared about the future and I wanna talk to you."

domingo, 12 de abril de 2009

25. Bar (The Bar Land)

Após milhas sem descansar.
Os olhos cansados de te procurar.
Cansado de me iludir toco minha face tentando te sentir.
Vou até o lugar onde costumávamos nos encontrar.
Os meus olhos brilham. Uma joia para se guardar.
Sentado no balcão do bar entorno minhas amarguras. Por não conseguir te encontrar fico perdido no mesmo dia no meio do nada.
Eu vim até onde meus pés eram capazes de aguentar.
Então, eu deito exausto nesse chão gelado.
Eu, eu rezo para que alguém recolha meus pedaços,
E me segure firme em seus calorosos braços.

“Don't you want to hold me baby? Disappointed, going crazy.”

domingo, 5 de abril de 2009

24. Falar de amor (About love)

É difícil. Sim, é muito difícil.
Me vira do avesso. De ponta a cabeça.
É tão ruim que me considero condenado.
Parece que vou enlouquecer toda vez que falo disso.
Que penso nisso.
EU não quero ser só meu.
Quero ser um pouco SEU também.
Mas não consigo. Todo tempo é pouco pra mim.
E eu preciso fazer muito. Amar muito.
Tudo que aqui se faz... Aqui se paga.
Toda essa conseqüência não vem do nada.
Mas algo me diz que tudo o que fiz de alguma forma me deixará feliz.
Mas tudo passou e eu nem sei o porquê que estou aqui falando dessa dor...
Quando eu só quis falar de amor.

“Eres quien eres, mala si quieres... Quiero que me quieran como soy.”

quinta-feira, 26 de março de 2009

23. Aquarela (Eighteen Candles)

Post comemorativo. Afinal, não se faz 18 anos todo dia.

Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo...
Corro o lápis em torno
Da
mão e me dou uma luva
E se faço chover
Com dois riscos
Tenho um guarda-chuva...
Se um pinguinho de tinta
Cai num pedacinho
Azul do papel
Num instante imagino
Uma linda gaivota
A voar no céu...
Vai voando
Contornando a imensa
Curva Norte e Sul
Vou com ela
Viajando Havaí
Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela
Branco navegando
É tanto céu e mar
Num beijo azul...
Entre as nuvens
Vem surgindo um lindo
Avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo
Com suas luzes a piscar...
Basta imaginar e ele está
Partindo, sereno e lindo
Se a gente quiser
Ele vai pousar...
Numa folha qualquer
Eu desenho um navio
De partida
Com alguns bons amigos
Bebendo de bem com a vida...
De uma América a outra
Eu consigo passar num segundo
Giro um simples compasso
E num círculo eu faço o mundo...
Um menino caminha
E caminhando chega no muro
E ali logo em frente
A
esperar pela gente
O futuro está...
E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo, nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença
Muda a nossa vida
E depois convida
A rir ou chorar...
Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos
Numa linda passarela
De uma aquarela
Que um dia enfim
Descolorirá...
Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
(Que descolorirá!)
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo
(Que descolorirá!)
Giro um simples compasso
Num círculo eu faço
O mundo
(Que descolorirá!)
Saudades de escutar minha mãe cantar essa música pra eu dormir, quando criança.
Bons tempos que não voltam mais.